Madalena levantou o rosto.
A idade havia curvado seus ombros, mas não havia apagado a firmeza de seus olhos. Ela segurava o recém-nascido junto ao peito, protegendo-o do frio que entrava pelas paredes quebradas.
Amália avançou.
— Mãe…
Madalena olhou para ela.
— Você cresceu.
Amália caiu de joelhos.
— Eu procurei você.
— Eu sei.
— A senhora estava viva esse tempo todo?
— Viva o suficiente para assistir Artur destruir tudo o que amávamos.
Amália tocou as mãos da mãe.
— Por que nunca voltou?
Madal