Eduardo não se moveu.
A fotografia permanecia diante dele, presa à parede por um alfinete enferrujado. O menino sorria para a câmera, segurando uma pequena espada de madeira. Tinha os olhos escuros, o queixo delicado e a mesma marca acima da sobrancelha esquerda.
A marca que Eduardo possuía.
— Sou eu — disse.
Afonso fechou os olhos.
— Sim.
Beatriz levou a mão ao peito.
— Não…
Eduardo virou-se para ela.
— Você sabia?
— Eu sabia que Artur havia levado você. Não sabia que Afonso tinha tirado essa