Helena continuou olhando para a certidão.
O papel estava amarelado, manchado nas bordas, mas o nome permanecia perfeitamente legível:
Amália Nogueira.
— Essa certidão é minha? — perguntou.
Ninguém respondeu.
Amália permaneceu junto à parede, com o rosto escondido pela sombra.
Helena ergueu os olhos.
— É minha?
— Não — Amália disse.
A resposta foi tão rápida que pareceu uma tentativa de impedir a pergunta seguinte.
— Então de quem é?
Artur riu do outro lado da sala.
— Pergunte à sua mãe.
Helena