Artur apontou a arma para Celina.
Dário avançou.
— Não se aproxime.
— Atire em mim — Dário respondeu.
— Você ainda acredita que pode ser herói?
— Não. Só não vou deixar que você mate Celina outra vez.
Artur riu.
— Ela nunca foi sua. Assim como nenhum dos filhos que você tentou proteger.
Celina permaneceu imóvel, mas seus olhos não deixaram os de Artur.
— Você está tremendo.
A mão dele vacilou.
— Estou cansado.
— Não. Você está com medo.
Artur apertou o gatilho.
Antes que o disparo acontecesse,