Mundo de ficçãoIniciar sessãoAté que ponto Alexander é capaz de chegar para torná-la dele. Agatha uma doce universitária vivia a vida tranquilamente, estudando durante o dia e trabalhando durante a tarde, até que um dia algo inusitado acontece em seu serviço, "mamãe" foi a palavra que mudou completamente sua vida. Ela virou mãe e noiva em questão de segundos.
Ler maisObservei o sol se por enquanto limpava as mesas da cafetaria ao som de "can't take my eyes of you do Frankie Valli."
O clima estava morno e nostálgico, lá fora o vento soprava e as folhas marons e laranjas preenchiam as ruas. Era outono em Nova York, as pessoas andavam pela calçada agasalhadas. Detrás da grande vidraça o mundo parecia simples. Uma mãe passeava com os seus filhos. Um casal andava de mãos dadas. A jovem senhora Woods estava sentada no mesmo local, a mesma hora como fazia todas as quartas. Vendo rostos era impossível saber o que sustentava um sorriso! Se ele era genuíno, se ele não enfrentava demónios... Mas aquilo não era problema para Agatha, talvez para Agatha do passado. — Feliz ação de graças. — Mariah gritou levantando seu braço pro alto. — Tente não ficar até tarde! Mariah estava radiante desde o início do dia, era a primeira vez que ela iria conhecer a família do namorado, e a garota mal podia esperar. Ela jovem e livre, sem muitas preocupações. As vezes eu me enxergava nela... Naquela idade, eu também carregava uma certa ignorância quanto ao mundo. Balancei a cabeça afastando quais quer pensamentos melancólicos e, voltei aos meus afazeres. Enquanto limpava, eu dançava e cantava ao ritmo da música. Após terminar de limpar e organizar tudo, já era horas de eu voltar para o meu pequeno apartamento. Eu, a TV e supernatural. Era como se fosse um ritual. Nessa ação de graças todos estavam reunidos com as suas famílias, e a minha estava do outro lado do mundo. Enquanto guardava meus auriculares em minha bolsa, escutei o sino da porta tintilhar. — Estamos fechados. — informei fechando a bolsa. — Mamãe! — Me desculpa senhorita, mas já estamos fe... — As palavras morreram em minha garganta — chados! Em minha frente estava uma criança, um garoto um pouco alto, mas pela sua feição ele não deveria passar dos 5 anos. Ele usava um gorro, mas pude perceber que seus cabelos eram cacheados e loiros. Seus olhos um castanho mel, quase âmbar. Apesar de estar bem agasalhado, suas bochechas estavam rosadas. Olhei aos arredores procurando pela mãe dele, mas além de mim e ele ninguém mais estava. Um frio passou pela minha barriga. Será que a cafetaria estava assombrada? Engoli seco e dei dois passos em sua direção e me agachei. — Você esta perdido? — Ele me olhou fixamente — Onde seus pais estão? — Mamãe! — Ele retirou a luva e tocou em meu rosto. As coisas estavam começando a cheira a um episódio de supernatural. Meu Deus eu passei por muito para morrer antes de ser rica. Cocei a garganta e sorri. — Qual seu nome? — Segurei suas mãos. Pelo menos elas estavam quentes, isso indicava que ele estava vivo. — Nikolas Von Haltman, mas pode me chamar de Nick. Von Haltman? Parece nome de algum conde que morreu no século passado. Isso tem cara de um caso para os irmãos Winchester. — Eu me chamo Agatha. Nick você tem o número de um dos seus pais, ou pode me dizer onde te perdeste? Deixando as paranóias de lado. Era perigoso para uma criança andar sozinha naquela hora e naquele inverno. Imagino que os pais dele devem estar preocupados. — Nick não está perdido! — disse ele, firme. — Nick veio convencer a mamãe a voltar para casa. Convencer a mamãe a voltar para casa? Meu Deus, não me digas que vou morrer pelas mãos de um espectro. E sem nunca ter ficado milionário. Choros e desesperos internos. — E sua mãe esta aqui, neste espaço? — Sim. Gente eu vou morrer. Meus olhos se encheram de lágrimas. — Mamãe. Ele me abraçou forte. Fiquei surpresa e sem reação. Por que ele estava me abraçando? Era por medo? — Nikolas... — Mamãe você vai para casa com a gente, não vai? — Ele colocou sua cabeça na curvatura do meu pescoço — O papai está com saudades de você, Nick também está! Em qual episódio das pegadinhas do anjo Gabriel eu estava. Eu, Agatha? Mãe? Nem namorado eu tinha, como poderia ter um filho tão grande. — Querido... — era difíl de explicar aquilo para uma criança. — Eu não sou sua mãe. O pai dessa criança só podia ser um louco. Somente um maníaco sem coração comete tal ação. — Todas as outras crianças dizem que a minha mãe não me quer. — Seus olhos se encheram de lágrimas e ele começou a chorar. — Por que a mamãe não gosta de mim? Sua voz quebrou algo em mim que eu nem sabia existir, eu queria protegê-lo, um amor materno daqueles de mãe. Mas ser mãe era meu pior pesadelo! — Não chore querido. — acariciei suas costas até que a ultima lagrima cessasse. — Eu vou te ajudar a encontrar o seu pai. Ele se afastou e bateu palmas, foi como se as lágrimas não estivessem escorrendo pelos seus olhos a segundos atrás. — A mamãe vai pra casa, com o Nick e papai. Ele festejou. Aproveitei o momento para enviar uma mensagem rápida para Anne. Talvez não fosse um caso de fantasmas, mas poderia ser uma estratégia para me sequestrarem. Os sequestradores estavam evoluindo com o mondus operandi. Mais vale prevenir que remediar. Coloquei o sobretudo e ajeitei o cachecol. — Vamos. — Segurei sua mão e juntos deixamos a cafetaria. Após fechar tudo me virei para me despedir do segurança da joalharia ao lado. — Feliz ação de graças John. — Entreguei uma caixa de donuts e o café que já havia preparado para ele. — Não precisava. — ele sorriu cordialmente e aceitou — Esta trabalhando como babá? — E uma longa histo.... — Papai. — Nikolas gritou entusiasmado olhando para o outro lado da estrada. Não deu nem tempo de me despedir do John. Nick já estava me puxando para onde seu pai estava. Um homem alto, loiro, estava parado encostado a lataria de um Mercedes preto, e não parecia qualquer Mercedes, o carro possuía aura própria. Tomei iniciativa de analisar melhor o homem, ele tinha um porte atlético, olhos quase cinza, barba feita, vestia um terno marrom escuro e um sobretudo também na mesma cor, e exala a uma fragrância amadeirada, fresca e luxo. Era como olhar para o senhor Carter, o pai do meu amigo Adam, só que mais jovem e rico. Ele carregou Nikolas nos braços. — Papai, eu consegui! — Você fez um belo trabalho. Sua voz tinha o mesmo mesmo efeito que um entorpecente. Todo o discurso que havia preparado desapareceu por completo. Nem sabia mais o porquê de estar irritada com ele. De uma coisa eu tinha a certeza, Aaron passou a ser o segundo homem mais bonito que já conheci. Este homem era um pecado na terra. — Você está mais linda do que eu me lembrava, meine liebe! — Obrigada. Sorri constrangida e mordi os lábios. Meus neurónio não estavam funcionando corretamente. Ele segurou minha mão e acariciou as costas com o polegar e delicadamente deixou um beijo sobre ela. Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Repeti três vezes internamente. Homem rico e bonito era uma armadilha de satanás. — Senhor acho que tudo isto é um equivoco. — puxei minha mão e me afastei. — Agora que o Nikolas esta em segurança, eu vou indo... — Assustei você e não me apresentei direito... Ele sorriu. Um daqueles sorrisos que te fazem derreter. Meu maldito coração acelerou. Não! Não! Não! Da ultima vez que participei desse filme, não gostei do fim. — Alexander. Alexander Von Haltman. Esse nome não me era estranho, mas não me lembrava de onde eu reconhecia. Ele colocou o filho no chão e, o mesmo correu e abriu a porta do banco de passageiro da frente. — Vem mamãe, vamos jantar com a gente. — ele disse entusiasmado. Eu ia recusar, mas o garoto abaixou a cabeça cabisbaixo e senti dó. — Entre querida, ninguém deve passar o dia de ação de graças sozinho. Antes que meus neurónios voltassem a funcionar, eu já estava dentro do carro de um estranho que acabei de conhecer a 5 minutos, indo para so Deus sabe onde. O interior era todo organizado, as cadeiras eram forradas a couro, aquilo tudo cheirava a dinheiro. Agatha não se deixe enganar pela riqueza. Nunca acaba bem. O carro estacionou em um dos restaurantes mais luxuosos de Nova York, aqueles que só entram pessoas importantes e de alta classe. O homem entregou a chaves para o manobrista e se virou para mim. Cocei a garganta e olhei para as minhas vestes constrangida. Se eu soubesse que viria para um lugar tão requintado teria me vestido melhor. Não seja burra agatha, por acaso eu iria trabalhar de um Cesarre Paciotti? — Você esta deslumbrante. Ele sorriu e segurou minha mão e na outra segurou a do Nikolas. Amigo não minta para mim? Deslumbrante? O meu casaco era a única coisa que realmente não era falsificada ou barata em mim. — Seja bem vindo senhor e senhora Haltman. — Um homem com sotaque francês nos recebeu e nos guiou ate os nossos lugares. — Mesa para três. — Traga-me a sua melhor garrafa de Fiore Eterno. Ele pediu e o homem assentiu nos deixando. — Nem se eu economiza-se durante um ano eterno conseguiria uma vaga aqui. Murmurei encantada com o ambiente acolhedor. Nem quando eu ainda namorava o... Por que estou pensando naquele demónio. — Você é minha mulher. — Ele tirou um cartão preto e colocou em minha mão. — Sendo minha mulher, não precisa nunca se preocupar com dinheiro! Um American express preto! Eu estava segurando um Amex preto! — Não tem limite. Aquelas três palavras alegraram a minha alma. O luxo ele vicia. Me senti tentada a aceitar, mas mesmo com o coração doendo tive que recusar. — Senhor, eu não posso aceitar. Não que eu não queira, é muito tentador. Mas a dignidade fala mais alto. — Alexander, mein liebe. — Ele continuou — Alexander Von Haltman, CEO e dono da Haltman Technology. CEO e o que, da o quê? — Nossa você é rico... muito rico...Me digam por que eu estava correndo? Acho que qualquer um na minha situação também correria. Quando acordei nessa manhã e me preparei para sair de casa, não imaginei que teria um nincho de paparazzis aguardando a minha descida. Vou ter que colar essa experiência como uma das piores na lista da minha vida. Segurei a bolsa com força, não so a alça, naquele momento era tudo ou nada. Preferia virar uma campeã de atletismo a ter que ser pega por um bando de lunáticos. Nem eu fui tão louca quando fui para a comicon e pude ver Jensen Ackles a vivo e a cores. E olha que eu surtei.Mas não fiquei importunando a vida do homem.— Agatha? Alguém chamou por mim, mas nem se quer me atrevi a olhar para trás. Vai que os paparazzis e fãs louca do Haltman me pegassem.— Garota, do que você está fugindo? Olhei pro lado e vi Harry, o namorado da minha melhor amiga me seguindo em sua moto. Acelerei os passos, porem travei quando meu cérebro processou quem ele era. — Está fugindo do quê?— Te expl
A parte mais difícil do inverno, era acordar. Ninguém merecia levantar da cama com o clima la fora querendo congelar cada gota de agua das nossas células. Mas a droga do celular não parava de tocar. Rich girl da Gwen Stefani, continuava repetindo e, repetindo. Puxei a coberta, cobrindo até a cabeça na esperança de que o celular parasse de tocar, mas quem quer que estivesse ligando, era persistente. E só havia uma pessoa no mundo que adorava me incomodar em plena madrugada. — O que você quer? — Resmunguei finalmente atendendo o celular. — Não sabe que horas são não? — Agatha Nadja! Isso é jeito de atender sua mãe? — Mãe? Minha alma voltou tão rápido ao meu corpo quanto um trovão atinge a superfície terrestre. — Me desculpa. — murmurei escondendo o rosto na coberta. — Achei que fosse a Anne. Coisas para morrer antes de fazer, atender sem ver quem esta ligando. — Vai casar e a última a saber sou eu? — Mãe do que a senhora esta falando? — Desci da cama e calcei as min
— Tenho dinheiro para que você possa gastar e desgastar. Se recomponha Agatha Nadja. Seu objetivo não é ser tentada por bens matérias. Mas meu sonho de ser rica..... — Senhor Haltman. — olhei para criança que estava entretida com um livro de sudoku. Em que momento ele conseguiu aquele livro? — Continuando. Eu quero esclarecer que entre nós não existe nenhuma relação. — Não diga palavras desanimadoras na frente do nosso filho. Nosso filho? Ugh quanta audácia. — Com todo devido respeito. — falei baixo tentando não chamar atenção do Nikolas. — Eu não te conheço. O homem de antes voltou com uma garrafa de vinho e serviu-nos. Alexander segurou na taça e balançou-a levemente. — Sabes por que pedi este vinho? — Tenho cara de quem tem uma bola de cristal? Murmurei revirando os olhos, ele pareceu não ouvir e, se ouviu, fingiu ignorância. — Fiore Eterno significa amor eterno, o amor que nunca sera efémero. Um amor digno de ser vivido. — Por que esta me contando isso?
Observei o sol se por enquanto limpava as mesas da cafetaria ao som de "can't take my eyes of you do Frankie Valli." O clima estava morno e nostálgico, lá fora o vento soprava e as folhas marons e laranjas preenchiam as ruas. Era outono em Nova York, as pessoas andavam pela calçada agasalhadas. Detrás da grande vidraça o mundo parecia simples. Uma mãe passeava com os seus filhos. Um casal andava de mãos dadas. A jovem senhora Woods estava sentada no mesmo local, a mesma hora como fazia todas as quartas. Vendo rostos era impossível saber o que sustentava um sorriso! Se ele era genuíno, se ele não enfrentava demónios... Mas aquilo não era problema para Agatha, talvez para Agatha do passado. — Feliz ação de graças. — Mariah gritou levantando seu braço pro alto. — Tente não ficar até tarde! Mariah estava radiante desde o início do dia, era a primeira vez que ela iria conhecer a família do namorado, e a garota mal podia esperar. Ela jovem e livre, sem muitas preocupações. As veze





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