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Artur permaneceu imóvel diante da mulher coberta pelo véu.

Ela caminhava atrás de Eduardo, com passos lentos. O rosto ainda não podia ser visto, mas Artur a reconheceria em qualquer lugar.

— Amélia — sussurrou.

Celina sentiu as pernas perderem a força.

— Ela morreu.

— Foi isso que disseram — Artur respondeu.

A mulher levantou uma das mãos.

— Eu nunca morri.

A voz era baixa, mas todos ouviram.

Eduardo mantinha a arma apontada para o grupo. A menina permanecia junto dele, segurando a barra de seu
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