Mundo ficciónIniciar sesiónEle a mantém sob o seu domínio. Ela tem a chave para salvar a sua vida. Jade é uma cientista brilhante e dedicada que vive para a família. Tudo o que ela tem é o seu intelecto e a Phoenix, uma fórmula médica revolucionária que representa a única esperança de cura para o seu irmão e a salvação financeira de sua família. Mas, encurralada pelas circunstâncias, Jade se vê forçada a assinar um contrato severo com seu chefe implacável. Giovanne Vance é o poderoso CEO de uma multinacional. Um homem frio, aristocrata e controlador, blindado por um passado de traições que o ensinou que pessoas são negócios e sentimentos são fraquezas. Determinado a proteger o patrimônio da empresa e manter a fórmula sob custódia absoluta, ele exige que Jade viva sob as suas regras e sob a sua vigília constante, mantendo-a como sua prisioneira. No entanto, o que deveria ser apenas um acordo corporativo gélido se transforma em uma teia perigosa de desejo, ciúme e obsessão, o "homem de gelo" vê suas barreiras ruírem diante da paixão avassaladora que tenta, a todo custo, negar. Porém, o perigo que os ronda é muito maior do que imaginavam. Em meio a conspirações impiedosas e uma tragédia pessoal avassaladora que mudará a vida de Jade para sempre, a lealdade de ambos será testada ao limite. Quando o império Vance for ameaçado e as máscaras caírem, caberá a ela decidir até onde está disposta a ir para salvar o homem que jurou ser o seu carrasco. Até onde vai o limite entre o poder, a obsessão e o amor verdadeiro?
Leer más~~ Jade ~~
O zumbido do laboratório sempre foi o meu porto seguro, o único lugar onde eu conseguia silenciar a dor que eu carregava no peito há três anos, mas naquele dia, o silêncio foi quebrado de forma brutal. Aproximei meu crachá do painel controlador de acesso, e o monitor apitou recusando a minha credencial, foi quando duas sombras de terno escuro se projetaram na minha frente.
— Suas credenciais foram revogadas, Dra. Vasconcelos. Por favor, afaste-se do terminal e nos acompanhe — a voz do segurança soou fria, mecânica.
Pisquei, atordoada quando olhei para os dois homens parrudos me encarando como se eu fosse uma criminosa, e os acompanhei, sendo conduzida até o escritório do RH.
— Senhorita, sente-se por favor.
Obedeci, ainda observando-o sem entender.
— A senhorita tem 15 minutos para recolher as suas coisas e se retirar da empresa. Aqui está a sua carta de demissão por justa causa.
— O que??? Demissão??? Do que você está falando? Eu estou no meio de um procedimento. Se eu parar agora, vamos perder tudo! — Eu argumentei, mal raciocinando, preocupada apenas com a fórmula que vinha pesquisando há anos.
— A senhorita está fora do projeto, Jade — a voz arrastada do Henrique, o gestor do RH, cortou o ar. Ele jogou uma pasta com relatórios impressos na mesa de inox. — O servidor central sofreu uma varredura nas últimas doze horas. Sessenta por cento dos dados da sua pesquisa de regeneração sináptica foram copiados e deletados, e o rastro digital aponta diretamente para o seu login e a sua senha pessoal.
Senti o sangue fugir do meu rosto, minhas pernas fraquejaram, e precisei me apoiar na mesa para não cair.
— Isso é mentira! Eu passei os últimos anos da minha vida trancada aqui! Por que eu roubaria o meu próprio trabalho?
— Para vendê-lo ao maior lance — Henrique cruzou os braços, me olhando com nojo. — Descobrimos que a Apex Biologics, nossa maior rival, acabou de patentear um protocolo preliminar idêntico ao seu nos Estados Unidos.
— Mas como? Isso não é possível! Esse protocolo é criação exclusiva minha, eles não podem…
— Até que se prove o contrário, a senhorita é a responsável por violar o sigilo. Está demitida por justa causa, e o departamento jurídico já está movendo uma ação penal contra você por espionagem industrial. Recolha seus pertences e saia do prédio, antes que saia algemada.
Saí da sala de cabeça baixa, o choro entalado na garganta, ainda sem acreditar no que estava acontecendo. Então, segui até o laboratório, sentindo os olhares de julgamentos sob mim, até que Valentina, uma colega de trabalho e grande amiga, se aproximou.
— Amiga, você não fez isso… Fez?
— Claro que não! — Minha voz subiu um tom, fazendo com os demais me olhassem. — Tem algo errado… Isso não faz sentido, eu jamais colocaria anos de trabalho, a esperança de salvar o meu irmão em jogo…
Valentina contraiu os lábios, como se o que visse a seguir pudesse ser ainda pior.
— Jade, eu ouvi rumores… Bom… Parece que o Renato se demitiu. Você sabe algo sobre isso?
O nome de Renato, meu namorado, ecoou na minha mente como uma bomba.
— Não… Quando? Ele também está sendo acusado?
— Que eu saiba não… Só achei estranho e por ser seu namorado, imaginei que ele tivesse comentado algo.
— Senhoria, seu tempo acabou. — O segurança que me monitorava de longe cortou o assunto, a voz grave e intimidadora.
— Eu preciso ir agora, antes que chamem a polícia. Amiga… — A encarei segurando suas mãos, suplicando por ajuda. — Se descobrir algo mais, me avisa, por favor.
Ela assentiu, os olhos cheios de lágrimas. Saí da empresa carregando uma pequena caixa de papelão com alguns pertences pessoais, ainda sendo encarada pelos demais funcionários, sentindo-me uma verdadeira criminosa.
Ainda no caminho do estacionamento, liguei imediatamente para Renato, para tentar entender o que havia acontecido e porque não tinha me falado nada, mas ele não atendeu.
Uma vez dentro do carro, as lágrimas finalmente cederam as barreiras, e engatei num choro silencioso, ainda tentando processar tudo que havia acontecido.
Logo que cheguei, minha mãe me recepcionou com um ar preocupado.
— Voltou cedo, filha. O que houve? Que cara é essa? Aconteceu alguma coisa?
Olhei para ela soltando a caixa sobre o sofá, meus lábios estremeceram, então procurei abrigo em seus braços.
— Eles me demitiram, alguém armou pra mim… Eu perdi tudo… Todo o meu trabalho, anos de dedicação… Acabou tudo mãe… Acabou tudo…
Sem falar nada, mamãe apenas me abraçou, permitindo-me drenar aquela dor sufocante.
— E eu acho que sei quem foi. — murmurei, a voz falhando entre os soluços.
— Quem, minha filha?
— O Renato.
Renato... O homem que dormia na minha cama. O namorado que me abraçava quando eu chorava pelo meu irmão. O cientista com quem dividi minhas anotações e planos, porque confiava cegamente nele. Tudo tinha sido uma farsa, ele me usou, roubou o projeto da minha vida, vendeu para a concorrência e me deixou para trás para levar a culpa, só podia ser isso.— Ele me deu um golpe… — sussurrei, as lágrimas queimando meus olhos.
Duas horas depois, eu estava caída no chão do meu quarto, encarando o teto. Eu estava sem emprego, com o nome manchado e correndo o risco de ser presa. Mas a pior dor era pensar no meu irmão caçula, João Pedro, internado em estado vegetativo. Sem o salário e o plano de saúde da Vance, como eu pagaria os cuidados dele?
O pesadelo piorou na manhã seguinte. Eu mal havia pregado os olhos quando o meu celular tocou, e a voz trêmula da secretária da presidência me deu um ultimato:
— Dra. Jade? Você precisa vir à empresa imediatamente. Giovanne Vance, o CEO global, acabou de pousar no Brasil. Ele assumiu o caso pessoalmente... E exigiu a sua presença em trinta minutos. Se você não vier, a polícia federal vai bater na sua porta.
O "homem de gelo"... O bilionário implacável que comandava a sede de Boston estava no Brasil por minha causa. Limpei o rosto, vesti minha melhor roupa e engoli o choro. Se eu ia cair, que fosse lutando.
Trinta minutos depois, empurrei as portas duplas da sala da presidência.
Sentado atrás da imensa mesa de vidro, estava ele. Giovanne Vance vestia um terno cinza-chumbo impecável, o cabelo escuro estava alinhado, e quando ele levantou a cabeça, seus olhos, de um azul gélido e cortante, cravaram-se em mim. Havia uma aura de autoridade perigosa e furiosa ao redor dele. No momento em que nossos olhos se cruzaram, o ar sumiu dos meus pulmões.
Giovanne deu de ombros, caminhando em direção à saída do quarto.— Ficou doida? Temos meses de contrato ainda, e você vai cumprir cada dia. Só imaginei que estivesse com saudade da sua família.— Eu... Eu estou sim… Muita — confessei, sentindo meus olhos se encherem de lágrimas instantaneamente. Meu coração batia de forma totalmente irregular no peito, pego pelo misto de alívio e surpresa. — Obrigada, isso significa muito.Ele parou o passo e abriu um sorriso discreto.— Eu sei que prometi fazer o estrogonofe, mas pensei que poderíamos sair hoje para você conhecer a cidade… O que acha? Amanhã também, podemos passar o dia passeando, te levo em alguns pontos turísticos. Você pode tirar algumas fotos para mostrar para a sua mãe… Comprar presentes para as pessoas que gosta…Balancei a cabeça concordando, mas percebi que tinha algo diferente no olhar dele. Seus olhos pareciam repletos de lágrimas e sua voz falhava de leve, perdendo completamente aquele tom firme e habitual de chefe carrasc
~~ Giovanne ~~Após fazer amor com a Jade mais uma vez sem que ela soubesse, depois de ouvi-la novamente, capturando cada um de seus gemidos e ciente de que, desta vez, as fantasias dela eram para mim, passei o resto da noite em claro, completamente dominado por um arrependimento corrosivo por não ter me controlado. Ela tinha toda a razão do mundo em temer o amanhã. Estávamos dividindo o mesmo teto sob a pressão de um contrato implacável, e se tudo desandasse entre nós, ambos sairiam gravemente prejudicados.“E se eu alugasse um local separado para ela morar?”, pensei, tentando buscar uma saída racional. No mesmo milésimo de segundo, senti uma pontada dolorosa e aguda no meio do peito. A verdade é que a simples ideia de tê-la longe de mim era incômoda. “Eu estou mesmo pensando em uma forma de poder ficar com ela?”, me questionei em pensamento, sentindo-me um tanto incrédulo e assustado com os meus próprios sentimentos.Eu não fazia a menor ideia de como agir na manhã seguinte, muito
~~ Jade ~~Debaixo do cobertor, a proximidade com Giovanne era sufocante, mas deliciosamente perturbadora. A série continuava rodando na TV, mas eu já não conseguia prestar a menor atenção ao que acontecia na tela. Minha mente estava completamente focada no homem sentado ao meu lado. Senti o calor do corpo dele me envolver de uma forma avassaladora, e por mais que a minha razão tentasse gritar que aquilo era perigoso, eu simplesmente não conseguia mais evitar ou sufocar o meu próprio desejo.Giovanne se ajeitou embaixo do edredom, diminuindo um pouco mais o espaço entre nós dois. Foi um movimento lento, milimetricamente calculado, que pareceu totalmente proposital para testar os meus limites. Nossas mãos se tocaram por baixo do cobertor e, desta vez, em vez de afastar a minha mão bruscamente, eu hesitei. Baixei a guarda, aceitando o toque dele, que percebeu a minha trégua e começou a acariciar a pele da minha mão com o polegar. O ritmo do meu coração disparou instantaneamente, martela
~~ Jade~~Giovanne soltou um riso amargo, daqueles que vêm carregados de um rancor antigo, e deixou os talheres de lado.— Minha mãe só gosta de quem traz algum tipo de benefício para ela, Jade — ele revelou, a voz gélida. — A Alexandra, minha ex, é filha do dono da Apex.Arregalei os olhos, quase engasgando com a água. O choque me fez travar na banqueta.— O quê? Então você se relacionou com a filha do seu maior concorrente?— Sim — ele assentiu, fixando o olhar em um ponto qualquer da parede, a mandíbula marcada pela tensão. — Nos conhecemos em um evento de biotecnologia onde ela estava presente. Fomos apresentados e ela logo se aproximou, demonstrou interesses parecidos, parecia saber dizer exatamente tudo o que eu queria ouvir. Uma sintonia perfeita, ou assim eu achava.Senti algo estranho e incômodo fisgar no meu peito, uma pontada morna que eu não soube identificar, enquanto observava a forma como Giovanne parecia chateado e vulnerável ao reviver aquilo.— Você acha que ela agiu





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