Augusto gritou e avançou com a cadeira em direção à mãe.
Helena correu antes dele.
A mulher havia caído sobre o piso de madeira, levando a mão ao ombro. O sangue se espalhava lentamente pelo tecido claro da blusa, mas o ferimento não parecia ter atingido o peito.
— Ela está viva — Helena disse. — O tiro entrou de raspão.
— Minha mãe…
Augusto parou junto a ela, sem saber onde colocar as mãos.
A mulher levantou os olhos.
— Não chore, meu filho.
A voz fraca quase o destruiu.
— Você está ferida.
—