Helena reconheceu a voz antes mesmo de compreender as palavras.
— Augusto.
O chamado veio da ala leste, por trás das paredes cobertas de fumaça.
Clara segurou o braço de Helena.
— Há alguém vivo.
— Precisamos tirá-lo daqui — Augusto disse.
— Você não pode voltar — Leonor advertiu. — O teto está desabando.
— Ele está chamando por mim.
Augusto acionou as rodas da cadeira, avançando pelo corredor. Helena ficou atrás dele, empurrando-o quando o chão se tornava irregular. A fumaça ardia nos olhos, e