Helena não olhou para trás.
A mensagem de Augusto continuava aberta no telefone, e o instinto dizia que ela devia obedecer. Em vez disso, observou o reflexo da janela do trem.
Irene Valença permanecia na plataforma, imóvel entre os passageiros. Seus cabelos brancos estavam presos sob um lenço escuro, e os olhos acompanhavam Helena com uma intensidade quase dolorosa.
Quando o trem começou a se afastar, Irene levantou a mão.
Não era um aceno.
Era um aviso.
Depois, desapareceu entre as pessoas.
—