Luísa passou dias em silêncio.
Não falava muito, não chorava mais, não discutia.
Ficava sentada na poltrona da sala do hospital com o olhar perdido em algum ponto que não existia.
Como se estivesse vazia por dentro.
Arthur, ao lado dela, sentia cada segundo pesar.
Ele queria que ela gritasse.
Queria que ela o xingasse, que o empurrasse, que o odiasse.
Queria qualquer coisa que provasse que ainda havia vida dentro dela.
Mas Luísa apenas respirava.
E isso doía mais do que qualquer ataque.
Na manh