Isabel encarava o espelho, o vestido de festa parecendo um fardo pesado. O brilho nos olhos não era de antecipação, mas de uma apreensão crescente. Era o aniversário de seu pai, Victor, aquele homem cujo calculismo e egoísmo eram tão afiados quanto as lâminas mais finas, e que nunca havia se preocupado em construir uma relação genuína com a filha. Desde a morte de sua mãe, que nunca foi genuinamente feliz, nas poucas memórias de Isabel, os dois não era próximos ou possuiam algum tipo de relação