Damon
Virei devagar para Selene. Ela estava imóvel, as mãos apertadas na empunhadura, os olhos duros. O passado soprou um cheiro antigo e ruim. Eu cheguei até ela, não como consolo, mas como quem declara território.
Segurei sua nuca, firme. Beijei ela. Sem pedir e sem doçura. Raiva e desejo são parentes próximos na guerra. Minha boca tomou a dela com fúria clara, para apagar a palavra “matriz” de qualquer canto do mundo. Ela não recuou. Abriu a boca e me devolveu o beijo na mesma moeda, os dedo