Selene
A fortaleza estava em silêncio quando saí do quarto. O corredor respirava frio. Tochas baixas, pedra úmida, um guardinha cochilando encostado na lança. Passei devagar para não acordá-lo. Não era insônia, era inquietação. O dia tinha sido pesado e, mesmo assim, eu sentia mais peso à noite. Talvez porque a noite não esconde nada aqui dentro.
Subi as escadas estreitas da torre. Cada degrau tinha uma marca, um sulco de uso antigo. O vento entrou por uma janela sem vidro e levantou meus cabel