Selene
Nara me encontrou no pequeno cômodo das ervas, onde as paredes antigas guardam o cheiro da terra mesmo quando não chove há dias. Trazia o rosto sério e os dedos fechados ao redor de algo pequeno, embrulhado em um pedaço de linho escuro. O passo dela era de quem atravessa uma ponte sobre um abismo, sem olhar para baixo.
— Milady. — ela disse, num sussurro que o vento não roubaria — Trouxe o que me pediram que eu pusesse nas suas mãos… e só nas suas mãos.
Tomei o embrulho com cuidado. O li