Selene
A torre pediu meu passo antes que a lua estivesse alta. Subi com a respiração controlada, a mão roçando o corrimão de ferro, a adaga no lugar de sempre. Eu não tinha medo da noite, eu a conhecia. E, mesmo assim, meu corpo tremia, não de recuo, de espera.
A porta estava aberta. O salão me recebeu com as correntes imóveis, o mapa no centro, as runas em fogo baixo. Damon estava de costas, a janela recortando o perfil. Sem camisa. A linha das costas era um convite e uma ameaça.
— Demorou. —