Selene
Os dias dentro da fortaleza de Kaleb não passavam, arrastavam correntes. Eles me tiraram da pequena cela para outro ambiente. Cada amanhecer tinha o gosto de ferro das lâminas que mataram meu clã. O corredor que levava da cela à câmara onde me mantinham “apresentável” era um colar de humilhações.
Servas me olhavam de lado, guardas sorriam com a boca e não com os olhos, e, vez ou outra, eu cruzava com ela, a mulher de negro e prata, a mesma que ele beijou sobre o sangue do meu povo. Pass