Selene
O balde no canto deu um clique de metal velho. A noite se moveu na fresta alta. A fortaleza, lá fora, devia estar satisfeita com seu novo Rei Lobo.
Aqui dentro, porém, eu contava os passos dos guardas, os turnos do sono, o ranger da fechadura, o momento em que a rotina abre brechas. Toda fortaleza tem uma sarda por onde a flecha entra.
— “Espera, Selene.” — Ash aconselhou — “E observa. O ódio apressado cega. O nosso precisa enxergar.”
— Eu vou esperar. — prometi — Mas não vou esquecer n