Flávia
Já passava das dez e meia, e nada dele chegar.
Esperei na sala por um tempo, andei de um lado pro outro, tentei me distrair com o celular, mas não adiantava — o silêncio da casa parecia me engolir. Acabei indo para o quarto e fiquei ali, olhando o relógio na mesinha de cabeceira, cada minuto arrastando o dobro do tempo. Não percebi quando adormeci.
Quando acordei, a cama estava fria. Ricardo não estava. Caio também não.
Droga… eu tinha dormido demais.
Levantei rápido, ainda tonta de sono