O centro cirúrgico do hospital estava silencioso, como sempre ficava nos primeiros minutos antes da operação começar.
Noah ajustava a touca, ajeitava as luvas, revisava mentalmente os passos — tudo como fazia há anos.
Era uma cirurgia delicada: tumor em região parietal, pouco invasivo, mas com risco de comprometimento motor se o corte não fosse preciso.
Ele tinha feito dezenas como aquela.
Dormindo pouco.
Com febre.
De coração partido.
Mas naquele dia, havia um peso novo nas pontas dos dedos.
E