Capítulo 42

O carro parou diante da casa branca de madeira, e um homem saiu devagar, como quem não queria assustar a paisagem.

Leo vestia uma camisa de linho amarrotada, calça jeans e um tênis que já tinha visto dias melhores. Carregava uma sacola de papel pardo e um buquê torto de flores silvestres colhidas no caminho.

Sol atendeu a porta com um sorriso.

— Achei que você fosse chegar às quatro.

— Eu também. Mas o universo não conhece relógio.

— Ele conhece trânsito — disse ela, abrindo passagem. — Entra.

Clara apareceu no corredor, os pés descalços, uma mancha de tinta verde no braço.

— Leo?

— Em carne, osso e caos organizado.

Ela riu e o abraçou com força.

— Você tá real.

— Você tá… diferente.

Ela se afastou, olhando para ele com curiosidade.

— Melhor ou pior?

— Mais você.

Ele entregou as flores, meio sem jeito.

— São meio tortas. Achei apropriado.

— São perfeitas. Vou colocar na caneca do Gus que eu roubei.

Sol, do outro lado do corredor, ergueu uma sobrancelha.

— Você o quê?

— Longa história
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