Naquela noite, Helena sonhou.
E fazia muito tempo que não acordava com a sensação de que tinha vivido outra vida enquanto dormia.
No sonho, ela estava na mansão.
Não havia fumaça.
Não havia fogo.
Não existiam gritos.
A casa estava cheia de luz.
As janelas abertas deixavam o vento entrar, balançando as cortinas da sala.
Ela ouvia uma risada.
Pequena.
Leve.
Infantil.
Então via uma menina correndo pelo jardim.
Cabelos escuros.
Vestido azul.
Os passinhos desajeitados de quem ainda estava aprendendo