Helena não conseguiu esquecer o quarto de Clara.
Voltou para a base, mas uma parte dela parecia ter ficado naquela cobertura.
No berço de madeira clara.
Nas molduras vazias.
Na carta escondida sobre o colchão.
E, principalmente, na esperança silenciosa que Dante colocou em cada detalhe.
Naquela noite, enquanto organizava algumas anotações médicas, percebeu que estava distraída.
Escrevia uma linha.
Parava.
Lembrava do enorme urso de pelúcia ocupando metade do quarto.
E sorria.
Irene, que havia e