Depois da conversa no jardim, Helena passou o restante do dia tentando não pensar no sonho.
Nem na forma como Dante sorriu quando ela contou que ele também estava lá.
Era inútil.
As lembranças insistiam em voltar.
Ela estava terminando de organizar alguns exames quando alguém bateu à porta.
— Entra.
A porta se abriu devagar.
Era Dante.
Segurando uma caixa comprida de papelão.
Helena estreitou os olhos.
— Eu tenho quase certeza de que já tivemos uma conversa sobre você parar de comprar coisas.
E