O carro avançou pelas ruas banhadas de luz.
O sol filtrava-se pelas copas das árvores, projetando sombras dançantes no painel.
Helena dirigia tranquila, mas o coração insistia em acelerar — cada vez que o via pelo canto do olho, relaxado no banco ao lado, o braço apoiado na porta, a luz desenhando dourados nos fios de seu cabelo.
— Onde vamos almoçar? — perguntou ele, num tom casual, tentando quebrar o silêncio que, apesar de leve, carregava tensão demais.
— Há um restaurante perto da praça cen