“Há quem celebre o começo enquanto outros aprendem a continuar.”
Quando Santiago se afastou um pouco, Helena levou a mão ao peito, tentando conter o choro que transbordava. As mãos dele tremiam levemente enquanto encaixava a aliança em seu dedo — um gesto solene, quase sagrado, como se selasse algo eterno.
Ela pegou a outra aliança com cuidado e repetiu o gesto, os olhos presos aos dele. Quando o ouro finalmente deslizou pelo dedo de Santiago, ela sorriu entre lágrimas.
— Eu te amo… tanto — confessou, com a voz embargada.
Ele segurou o rosto dela com carinho, os polegares secando-lhe as lágrimas.
— Eu também te amo.
Os aplausos vieram em cascata, quentes, cheios.
Consuelo foi a primeira a romper o círculo. Enxugava o rosto, mas não conseguia conter o sorriso enquanto envolvia a filha num abraço apertado.
— Você merece tudo isso, minha filha — disse, emocionada, como se cada palavra viesse do fundo do peito.
Rogério aproximou-se logo depois, pigarreando para disfarçar os olhos marejado