“O amor imaturo diz: te amo porque preciso de ti. O amor maduro diz: preciso de ti, porque te amo.”
Olívia surgiu à porta com um sorriso largo no rosto, os cabelos brancos, curtos, refletindo o brilho quente das luzes penduradas. Vestia um traje mais sóbrio do que o florido com o qual Helena a conhecera — parecia pronta para a missa de domingo, elegante na simplicidade.
— Minhas crianças… — cumprimentou-os, afetuosa, já abrindo os braços. — Que bom que vieram.
Helena foi a primeira a se deixar envolver pelo abraço apertado, retribuindo com a mesma ternura. O carinho se prolongou um pouco mais do que o esperado, até que Santiago pigarreou atrás dela, fingindo impaciência.
— Não seja tão ciumento — repreendeu a avó, divertida, estendendo os braços também para ele.
Santiago sorriu ao abraçá-la, rendido.
— Fizeram boa viagem? — perguntou Olívia, segurando as mãos de Helena entre as suas.
— Fizemos, sim — respondeu ela, ainda absorvendo o cenário ao redor. — Mas… por que a casa está toda d