"A única coisa que controlamos é a ilusão de achar que controlamos tudo."
Na manhã seguinte, depois do café, Marcelo seguiu para a agência com Mabe, enquanto Pedro levou Helena e Santiago até o laboratório.
Helena era um emaranhado de sensações: a ansiedade e o medo disputavam espaço com a expectativa e a esperança. Santiago permanecia firme ao seu lado, segurando-lhe a mão com constância, como um ponto de ancoragem.
No laboratório, o profissional colocou o garrote em seu braço, interrompendo o fluxo sanguíneo. As veias logo se tornaram mais salientes. Ele então fez a punção com precisão, retirando um pequeno tubo de sangue.
Helena desviou o olhar no instante da agulha, respirando fundo. Aquilo era rápido, técnico — mas o peso do que aquele exame poderia significar tornava tudo maior do que o gesto simples.
Santiago apertou de leve sua mão.
O futuro parecia suspenso em alguns mililitros de sangue.
Pedro os aguardava do lado de fora, encostado no carro, atento como sempre. Seu senso de