Os carros avançaram lentamente pela rua lateral da galeria, onde já havia um movimento contínuo de convidados descendo de veículos e fotógrafos independentes tentando capturar algum rosto conhecido. Luzes amareladas banhavam a fachada, que naquela noite parecia respirar um prestígio próprio.
Assim que o carro estacionou, um assessor da galeria abriu a porta para Helena. Santiago desceu logo atrás dela, oferecendo o braço com naturalidade. Pedro, Livia e Marcelo saíram do carro de trás.
A entrada principal estava ladeada por arranjos florais minimalistas e luminárias tubulares que projetavam sombras geométricas nas paredes externas. Dentro, o salão principal se abria como um organismo vivo — amplo, branco, elegante, com teto alto e iluminação cuidadosamente calculada para favorecer texturas, cores e volumes.
Logo no início do corredor, obras de pintores emergentes dividiam espaço com peças de artesãos de cerâmica, algumas dispostas em pedestais de concreto aparado, outras protegidas so