Silvia despertou. A noite quase inteira tinha sido vivida em estado de sítio: medo, raiva e uma angústia silenciosa por não saber o que viria de Dante. E essa dúvida a consumia em silêncio. Quando a porta abriu, pensou que fosse algum dos capangas. Mas se enganou.
Dante estava parado no batente, vestido com seu terno preto e o colarinho da camisa pontiagudo emoldurando o rosto. Não disse nada. Apenas a observou. Por tempo demais.
Instintivamente, Silvia sentou na cama e recolheu as pernas junto