A lua cheia já minguava no horizonte quando o primeiro dos quarenta e quatro mil lobisomens espirituais atravessou novamente os portões do inferno.
Não veio correndo.
Não veio triunfante.
Veio mastigando.
Um pedaço de alma humana ainda escorria de suas presas — um fiapo de luz manchada.
O diabo, agora descansado e bem-humorado depois de suas vinte horas infernais de folga, observava tudo sentado em seu trono de escórias estelares.
— Vamos lá, meus campeões da noite — disse ele, batendo palma