Anos atrás….
A Morte de Luísa
Eu costumava acreditar que o amor era suficiente para manter tudo de pé.
Que a presença, o cuidado, o esforço bastariam para impedir as rachaduras de abrirem caminho pela alma de alguém.
Mas eu estava errado.
Naquela manhã de domingo, o céu parecia calmo demais, como se a natureza quisesse fingir que tudo estava bem.
Passei cedo no quarto da Luísa.
Ela estava deitada, os olhos fixos no teto, e um leve sorriso — o prim