Autora…
A tarde já começava a declinar quando o carro preto estacionou discretamente diante dos portões de ferro do memorial da família Baker.
O motorista desceu, abriu a porta para Hayla e seu pai, mas ambos dispensaram formalidades.
Não era uma visita social, nem de aparências.
Era uma visita da alma.
De um passado que enfim pedia para ser olhado nos olhos.
O memorial ficava em uma ala reservada do cemitério mais antigo da cidade.
A ala da família era marcada por um jardim silencioso, cercado por árvores altas, onde o vento soprava como um sussurro.
A grama bem aparada contrastava com as flores que Hayla havia mandado plantar ali meses atrás: lavandas, margaridas e lírios brancos.
Ela caminhava à frente, guiando o pai por entre os caminhos de pedra.
Os passos eram lentos.
O peso do que carregavam nos corações parecia refletir em cada movimento.
Quando chegaram diante da pequena lápide de mármore cinza, Hayla parou.
— É aqui — murmurou, com a voz embar