Ela…
A sala branca já não parecia tão hostil.
Continuava fria, minimalista e seca como o humor da terapeuta Marina, mas algo em mim começava a se acomodar naquela ausência de conforto.
Porque talvez fosse isso que eu precisava: ausência de enfeites.
Verdades cruas.
Do jeito que elas viessem.
— Diga o que sente — ela falou, enquanto ligava o gravador.
— Sem floreios. Sem rodeios. O que está te corroendo?
Cruzei as pernas e respirei fundo.
Meus ded