Ela…
“Coisas que a gente engole até sumir (ou quase)”
— Olha só quem voltou. Não achei que você fosse do tipo que cumpre promessas — A voz da terapeuta cortou o ar assim que entrei na sala.
Ela não sorriu.
Na verdade, a doutora Marina raramente sorria ao que parecia.
Mas seu humor mordaz era seu cartão de visitas.
E, de algum modo deturpado, aquilo me fazia voltar.
— Acho que sou masoquista — murmurei, me sentando no mesmo sofá da semana passada.
— Nã