Ela…
O galpão estava silencioso demais, como se o tempo tivesse parado ali.
A luz fraca tremeluzia no alto, lançando sombras tortas sobre as paredes frias.
Eu estava amarrada, os braços doendo e o coração tentando sair pela boca.
Eu não podia acreditar no que meus olhos viam diante de mim.
Clara.
A copeira.
A mulher calada da empresa, sempre solícita, sempre invisível.
Como eu nunca a percebi antes?
— Surpresa, senhorita Baker? — ela di