LAURA
Acordei sobressaltada de susto com um barulho alto de coisa se quebrando no cômodo. Sentei-me na cama rapidamente e acendi a luz do quarto pelo interruptor ao lado da cabeceira. Era Rodrigo entrando no quarto cheio de droga e álcool nas veias. No relógio sobre o criado-mudo, à minha direita, vi que ainda era meio-dia. Rodrigo havia se esbarrado em um porta-retratos de vidro posto sobre a cômoda ao lado da porta e deixando-o cair no chão, transformando-se em mil caquinhos esparramados por