LAURA
A volta para o meu inferno brasileiro foi a mais longa viagem que alguém poderia fazer. Para minha sorte, Rodrigo dormiu boa parte do voo com o meu punho algemado ao seu. Quando enfim chegamos ao calor miserável da madrugada no Rio de Janeiro, alguns dos seus homens – quem ele tratava por “vapores” – já nos aguardavam no estacionamento do aeroporto.
— Sem nenhuma gracinha! Você entendeu? — Apertou o meu braço com a sua mão, enquanto íamos de encontro aos seus “malas” escorados no carro.
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