Mundo ficciónIniciar sesiónCris Rossi nasceu para ser o Don da Cosa Nostra, mas escolheu trocar de lugar com o irmão gêmeo e fugir dos seus deveres. Elizabeth, é uma CEO bem sucedida, que precisa de proteção para si e para sua filha. E faz questão de contratar a melhor equipe de segurança do país, com Cris como chefe. Eles só não previram que o amor fosse escolher aquele momento para entrar na vida dos dois. Eram uma família feliz e perfeita, até que a mentira de Cris é descoberta o obrigando a voltar para casa por um ano. Mas quando volta ele não é mais o mesmo homem, nem se sente digno de tê-las em sua vida. Até que ponto ele é capaz de deixá-la livre? E até onde Elizabeth vai aguentar a indiferença e frieza dele?
Leer más15 ANOS ATRÁS
— Tem certeza que quer fazer isso? — questionei meu irmão, mesmo que ele já estivesse na maca sendo tatuado. — Ainda dá tempo de desistir e rabiscar qualquer outra coisa sobre essa tatuagem.
— Desistir e depois o que? Você diz ao nosso pai que não vai ser o Don porque não suporta a tortura e todas as coisas podres que a famiglia faz? — Vincenzo rebateu, lançando a verdade contra mim. — Isso mataria nosso pai, o velho definitivamente enfartaria se ouvisse algo assim. Sem contar em toda a desgraça que traria ao nosso nome! — Cazzo , eu sei! Eu sei disso, porra! Acha que já não cogitei mil vezes desistir dessa fuga e cumprir meus deveres, só para evitar o desgosto e a vergonha que se abateria sobre nossa casa? — gritei andando de um lado para o outro. Para a nossa sorte, Carlo, o tatuador, era de nossa inteira confiança ou tudo aquilo sairia dali rapidamente e estaríamos mortos antes do amanhecer. — Isso também não seria justo, não só com você, mas com todos da famiglia que esperam um líder de pulso firme e que não hesite em fazer o que for preciso desde que garanta a continuação do nosso império! Revirei os olhos andando pelo estúdio e ouvindo a ladainha dele, até mesmo aqui esse stronzo fala como um verdadeiro devoto a máfia. Mas eu tinha que agradecer a ele por ser tão doente pela organização, do contrário não estaria pronto para assumir meu lugar no comando da Cosa Nostra em alguns meses. — Então termine de fazer as porras das tatuagens e eu vou para o aeroporto... — Começar sua vida como Cris — ele desdenhou. — É uma puta ironia que nossa mãe tenha nos dado nomes tão parecidos quando somos o completo oposto. — Ao menos na personalidade, porque se depender da aparência vocês são iguaizinhos, até a droga das marcas de nascença e cicatrizes são idênticas. — Carlo riu fazendo mais uma linha na pele intocada do meu irmão. Nisso éramos diferentes, enquanto eu gostava de ter minha pele marcada pela tinta e agulha, Vincenzo nunca quis isso, ele preferia as marcas de lutas, de facas e machucados, que o deixavam bem mais intimidador. — Isso é porque Vince detestava quando eu ganhava um novo machucado, ele tinha que fazer um igual, sempre me copiando. — Vince seu rabo, sabe que detesto que me chame assim! — Eu apenas ri da revolta dele diante do seu apelido de infância. — Agora vai ter que ter mais respeito quando falar comigo, eu vou ser o chefe... — Não vai ser porra nenhuma! — a voz imperiosa do nosso pai soou nos colocando em alerta, fazendo Marco pular sob seus pés, largando a máquina e a tatuagem de lado no mesmo instante. — O que pensaram que estavam fazendo com essa ideia idiota? Imbecille, due idioti che pensano di poter ingannare tutta la famiglia! Tínhamos conseguido irritar o velho definitivamente, mas já era de se esperar que ele reagisse assim, bastaria apenas que ele sonhasse que estávamos armando pelas suas costas para que o próprio inferno se abrisse na terra. Papai sempre foi assim e isso não se aplicava apenas aos filhos, mas a qualquer um a sua volta, a diferença é que quase sempre acabava com sangue sendo derramado. — O que você acha que sabe, pai? — Vincenzo foi corajoso o suficiente para perguntar, testando ainda mais sua paciência, ou talvez ele só tenha sido estúpido demais. — Garoto, não me teste! — Nosso pai voou para cima dele até que seus narizes estivessem se tocando. — Não tente bancar o esperto comigo, você existe graças a mim, a vida dos dois me pertence! O olhar assassino do meu pai não o intimidou, Vince não desviou o olhar ou pestanejou nem por um segundo. E eu sabia o que ele estava dizendo ao falar sobre nossas vidas, nossa mãe morreu porque ele escolheu nós dois, quando éramos crianças nosso pai precisou escolher entre salvar a mulher que ele amava ou os filhos e Don Guido nunca nos perdoou por deixar sua amada morrer. — Pai, nós podemos explicar... — tentei intervir, conseguindo apenas desviar sua atenção assassina de Vincenzo para mim. — Explicar que você comprou uma identidade nova? — ele me interrompeu me calando. — Um passaporte com cidadania americana que vai te levar para fora daqui, e seu irmão está aqui se tatuando para assumir seu lugar, enquanto vocês dois riem pelas costas de toda a famiglia? Engoli em seco, sabendo que ele tinha sido muito bem informado sobre o que estávamos fazendo. Eu não conseguia imaginar quem tinha aberto a boca, mas não deveria estar surpreso, já que metade da ilha era fiel a ele. — Perdona papà . Vamos desistir e voltar para casa, eu vou assumir meu lugar ao seu lado até sua aposentaria e tomar a cadeira quando for a hora — falei baixando a cabeça e deixando que meus ombros caírem com arrependimento, não por ter tentado, mas sim, por não termos sido espertos o suficiente para não sermos pegos. — Não vai mais assumir nada! Acabou de mostrar que não é digno de ser chefe nem mesmo em uma cozinha! — meu pai bradou erguendo o dedo em riste direto para o meu rosto. — Eu tenho vergonha de dizer que é meu filho, meu primogênito. Um fraco é isso o que você é! Um homem que prefere fugir da sua obrigação não deveria sequer ser chamado de homem. Imagine se eu deixaria você ser meu sucessor como Don? — Pai eu... — Stai zitto, cazzo ! — ele socou a parede atrás ao lado da minha cabeça, não se importando em parecer maluco, queria apenas me intimidar, mesmo que eu já estivesse acostumado com seus estouros de raiva. — Não terminei de falar e nem sei se quando acabar vou querer ouvir sua voz novamente. Você queria uma nova vida então vai ter que morrer! — Pai! — Vincenzo deu um passo, tentando ficar entre nós, mas Guido puxou a arma apontando direto para a testa dele. — Somos sangue do seu sangue e não pode matar seu próprio sangue — falei com tranquilidade, nem precisei me mover do lugar para proteger meu irmão, pois aquela era uma regra importante para ele, ninguém podia quebrá-la e isso o incluía. Ele abriu um sorriso sombrio enquanto olhava de mim para Vincenzo, provavelmente maquinando algo maligno naquela mente dele. Porém, nada do que ele fizesse seria pior do que o destino havia me reservado. Matar e estripar, sentir prazer em infligir dor, era algo que eu abominava, mas era o que eles esperavam de mim, era o que já estava escrito no meu futuro. — Não sei quando criei duas bestas como vocês, não sabem nem ao menos obedecer a uma ordem, ao menos são leais um ao outro! — ele fez uma cara de desgosto, mesmo que tivesse sido um meio elogio e sem baixar a arma deu a nossa sentença. — Vittorio, você queria ir embora da Itália e ser outra pessoa, hoje meu filho primogênito vai morrer para mim e para toda a famiglia. Você está banido daqui, se pisar os pés na Itália estará morto e não será pelas minhas mãos! Vá e viva como quem quiser, mas esqueça que um dia foi Vittorio Rossi! Choque me varreu, eu nunca imaginei que ele me daria isso, a liberdade. Claro que era um preço alto a se pagar, abrir mão da minha família e do país onde nasci, mas nós três sempre estaríamos ligados por aquele segredo, estaríamos juntos além do sangue que corria em nossas veias. — Tem certeza disso, papà ? — questionei, querendo ter certeza de que ele não estava brincando com nós dois. — Não faça eu me arrepender! Quando sair não olhe para trás. — Ele me olhou por um longo tempo, como se gravasse minhas feições, antes de se virar para Vincenzo. — Você quer ser o Don? Pois então vai ser, a partir de amanhã começarei a te treinar e não quero ouvir reclamações ou argumentações, vai fazer tudo o que eu mandar sem hesitar! — Vince fez menção de abrir a boca, mas a arma ainda em seu rosto o calou. — Se eu te mandar matar o presidente, você pergunta qual, se mandar você casar com uma m*****a russa você pergunta quando. Não me desafie ou teste minha paciência, terá que mostrar aos seus homens que sabe ser subordinado. Ele apenas acenou com a cabeça, concordando em silêncio, antes que nosso pai nos agarrasse pela nuca e nos puxasse para perto, em um abraço esquisito, como não fazíamos há anos e que eu sabia significar adeus.UM ANO DEPOIS— Vocês podem andar logo com isso? A última coisa que eu quero aqui é receber a surpresa de que nada está pronto na hora que certa.— Elizabeth, tem certeza que tudo isso é mesmo necessário? — Emily chegou por trás de mim, tentando me policiar, mas isso não ia acontecer hoje, ninguém iria me convencer do contrário.— Não, mas é como eu quero então vai continuar assim! Jane já chegou? — o sorriso dela me deu a resposta que eu precisava. — Eu juro que se ela não passar por aquela porta nos próximos vinte minutos eu vou matar o Adam.— Sem assassinatos hoje, lembra? É a comemoração, o senhor Miller detestaria que qualquer coisa estragasse um momento tão feliz.Eu suspirei fechando os olhos e indo até à janela encarando o quintal da casa refúgio. Levou um ano para reconstruí-la depois da bomba que Michael explodiu e eu tinha certeza de que Cris iria gostar de como melhoramos o que ele já amava no lugar.Ouvi passos na entrada da frente e a empolgação de Angel mostrou que nos
Eu segurei Lizzie pela cintura, torcendo para que se eu saísse vivo dessa noite ela me perdoasse por isso, e sem querer ela esperasse eu a joguei no lago. Isaac segurou seu corpo antes que afundasse completamente na água.— Não posso deixá-lo vivo novamente, mia bella. Já cometi esse erro uma vez, não vou cometê-lo de novo, vocês duas merecem viver em paz sem ter que passar o resto dos dias olhando sobre o ombro. — me virei mesmo com Lizzie me chamando e não consegui evitar o sentimento de que aquilo era uma despedida, mesmo que eu não desejasse isso.Corri com a arma em punho, mantendo os olhos atentos a qualquer coisa se movendo nas sombras e os ouvidos atentos a qualquer barulho além dos tiros incessantes. Estava há dois metros da casa e avistei um grupo de três homens andando e atirando para qualquer lado, vendo se acertariam algo além das árvores.Aproveitei a minha posição e fiz a mira certeira, atingindo um a um, até que todos estivessem no chão.— Estamos aqui, chefe! — a voz
Aquilo não podia estar acontecendo de verdade. Nunca teríamos paz nessa vida? Depois de finalmente conseguir me abrir com Lizzie e saber que ela me amava apesar de tudo, eu acreditei que continuaríamos naquela calmaria.Não demorou para eles chegarem depois que Lizzie pegou no sono. Todos tagarelando, animados com o filme que foram ver e eu achei mesmo que tudo estava voltando a ser como era antes. Ajudei Angel a escovar os dentes e ela se deitou comigo e com a mãe, dormindo rapidamente de tão cansada que estava depois do dia de hoje.Mas eu fui acordado duas horas depois com um dos alarmes da propriedade disparando. Eu corri para a sala de controle, onde estavam as câmeras, todo o sistema de defesa, assim como o que precisaríamos para enfrentar invasores.— Já chamei reforços. Isso está mesmo acontecendo? — Isaac entrou correndo na sala com o celular na mão.— Aqui! — apontei para o lugar por onde tinham entrado, tinham encontrado uma forma de cortar a cerca elétrica e passaram para
Eu ainda estava tentando recuperar meu fôlego com a cabeça deitada no peito de Cris deslizando os dedos no peito dele que subia e descia rapidamente como o meu. Cris sempre foi insaciável na cama, mas hoje ele tinha levado a outro patamar, me mostrando um lado selvagem que eu não conhecia.— Porque pegou aquela arma? — ele questionou quebrando o silêncio da noite.Emily tinha arrastado todos para fora de casa, me dizendo que nos dariam duas horas, mas com certeza já havia passado mais do que isso desde o meu desastre na cozinha.Arrastei meus dedos no meio do peito dele, seguindo o desenho da cicatriz enquanto tentava montar uma resposta que fizesse sentido, quando nem eu mesma sabia o que havia me dado para fazer aquilo.Enquanto Cris me tomava, minha mente começou a montar uma imagem dele se afastando, indo embora no meio da noite. Talvez fosse medo por conta do que aconteceu na cabana, temia que ele continuasse a dizer que não era bom o bastante e fugisse de nós mais uma vez. E se





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