Franck
— Por que está sozinho nessa casa tão grande e em plenas festas de final de ano? — Respiro fundo, me sentindo incomodado com essa sua pergunta. Mas ela está certa. Estou especulando a sua vida e nada mais justo que ela queira saber mais sobre mim também.
— A cerca de dois anos eu perdi uma pessoa que era tudo para mim.
De alguma forma não foi doloroso contar essa parte da minha vida para ela. A verdade, é que desde que tudo mudou tragicamente na minha vida, eu não conversei com ninguém sobre esse assunto. Nem mesmo com a minha mãe. E a minha psicóloga sabe aquilo que eu permito saber. Mas com a Mia as palavras parecem sair com um pouco de facilidade.
— Oh, eu… sinto muito, Senhor Deen! — Ela sibila docemente, me despertando.
— Eu também — lamento com um suspiro. Contudo, o assunto me faz perder o apetite e no mesmo instante largo o garfo e a faca sobre o meu prato. — A Lisa era como você, Mia — confesso, olhando-a com mais atenção. — Ela amava o Natal. — Sorrio mesmo sem vontad