Mia
Cadê o táxi, droga? Ele está com um atraso de dois minutos. Resmungo mentalmente.
— Mia, você precisa ser rápida e ficar atenta aos sinais do tempo. — Desperto com a voz de Cora. Contudo, estico o pescoço para tentar ver o carro e nada. — Logo tudo ficará interditado e você não poderá voltar para casa. — Ergo os meus olhos para um céu triste e nublado.
— O tempo não me parece bom, mas acredito que a nevasca não virá tão cedo.
Ah, ali está ele! Penso quando finalmente o veículo amarelo com estampa xadrez na lateral entra no meu campo de visão e eu aceno com a mão para ele.
— Mia, você está me ouvindo?
— Claro! Olha só, eu sei que consigo terminar tudo a tempo. Você sabe como costumo ser bem ágil.
— Eu sei. Mas sei o quanto você costuma divagar também. Mia, se você conseguir manter o foco sairá ilesa e a tempo de se livrar dessa tempestade de neve. — Sorrio.
— Eu não divago tanto assim — retruco com humor. — Principalmente quando tenho um prazo apertado quanto esse. O que é o caso a