O som constante dos teclados e telefones da delegacia era quase reconfortante.
Quase.
Porque, naquele dia, cada ruído parecia atravessar minha paciência como uma lâmina. A rotina de investigações, as pilhas de relatórios, o café requentado… nada daquilo importava. Tudo o que eu conseguia pensar era em Manu.
Ela tinha sumido da minha vida como um fantasma. E quanto mais o tempo passava, mais aquela ausência me corroía por dentro.
Mas hoje, eu estava mais perto do que nunca de encontrá-la.
Inclin