Gregório Smith
Acordei cedo naquela manhã, ou pelo menos achei que tinha acordado. A verdade é que nem me lembrava da última vez que realmente dormi. Desde o acidente de Maitê, o tempo parecia ser um borrão de esperas intermináveis e momentos sufocantes de pânico.
Ela ainda estava lá, conectada a fios e monitores, sua respiração constante sendo a única coisa que me mantinha minimamente estável. Mas hoje parecia diferente. Havia algo no ar, uma sensação que não sabia se era esperança ou medo.
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