Amélia Davis
Apertei o volante com tanta força que os nós dos meus dedos ficaram brancos, o couro rangendo sob a pressão. Minha respiração estava pesada, quase fora de controle, enquanto tentava conter a raiva que fervia no meu peito. A rua em que estava estacionada era insignificante, tão comum quanto tudo que Maitê representava. O nome dela já me causava náuseas. Como Gregório podia ser tão cego? Como ele podia escolher ela em vez de mim?
A ironia disso tudo quase me fez rir. Claro que não ia