Duzentos e noventa anos depois
A praia já não tinha nome. O mar havia engolido grande parte da costa e o que restava era uma faixa selvagem de areia, rochas e vento. A casa branca havia desaparecido há décadas, levada pelas tempestades e pelo tempo. Apenas uma pedra lisa, meio enterrada, marcava o lugar aproximado onde tudo havia começado.
Luna Ferrera, de trinta e dois anos, caminhava descalça pela orla ao pôr do sol. Era oceanógrafa, como sua tataravó Valeria VII, e havia voltado ao lugar pel