Trezentos e cinquenta anos depois
O mar era o único que ainda lembrava de tudo.
A casa branca havia desaparecido há muito tempo, engolida pelas ondas, pelas tempestades e pelo inexorável avanço do tempo. Não restava nenhuma pedra, nenhuma parede, nenhuma placa. Apenas uma praia selvagem, vento constante e o som eterno das ondas que pareciam guardar, em seu ritmo, a memória de uma mulher que um dia se recusou a ser silenciada.
Luna Ferrera, de trinta e cinco anos, caminhava descalça pela orla ao