Duzentos e oitenta anos depois
A casa branca de frente para o mar já não existia mais. O oceano, implacável, havia reclamado a costa ao longo dos séculos. O que restava era uma praia selvagem, um farol distante em ruínas e o eco de uma história que se recusava a desaparecer.
Uma jovem de vinte e seis anos chamada Luna Ferrera caminhava descalça pela orla ao entardecer. Não levava o nome de Valeria por tradição familiar —sua mãe havia decidido romper com o ciclo de nomes repetidos—, mas carregav