Trezentos anos depois
A praia já não tinha nome. O mar havia reclamado a costa por completo ao longo dos séculos, deixando apenas uma faixa estreita de areia selvagem entre rochas e dunas. Não restava nenhuma marca física da casa branca. Nem uma pedra, nem uma placa, nem um vestígio. Apenas o vento, as ondas e a memória que se recusava a desaparecer.
Sofia Ferrera, de vinte e quatro anos, caminhava descalça pela orla ao amanhecer. Não levava o nome de Valeria —sua família havia decidido, há ger