Trezentos e vinte anos depois
A praia já não tinha nome. O mar havia reclamado a costa por completo ao longo dos séculos, deixando apenas uma faixa estreita de areia selvagem entre rochas e dunas. Não restava nenhuma marca física da casa branca. Nem uma pedra, nem uma placa, nem um vestígio. Apenas o vento, as ondas e a memória que se recusava a desaparecer.
Luna Ferrera, de trinta e cinco anos, caminhava descalça pela orla ao entardecer. Era historiadora e havia dedicado sua vida a estudar o l