No vigésimo sétimo dia de seu cativeiro, Sophia aprendeu a obedecer. Parou de lutar, cessou as greves de fome e, de vez em quando, até oferecia um sorriso tênue a Vincent. Ele, desconfiado no início, aos poucos começou a acreditar que ela havia finalmente se rendido ao destino.
— O que você quer comer hoje? — Ele perguntou certa manhã, enquanto ajustava a gravata ao lado da cama.
Sophia estava recostada na cabeceira, os cabelos caindo suavemente pelos ombros. Sua voz soou tranquila:
— O que vo